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A Vida Cheia do Espírito

Que todo cristão pode e deve ser cheio do Espírito Santo dificilmente parece ser tema de um debate entre os cristãos. No entanto, alguns argumentam que o Espírito Santo não é para simples cristãos, mas apenas para ministros e missionários. 
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Outros sustentam que a porção do Espírito recebida na regeneração é idêntica àquela recebida pelos discípulos no Pentecostes, e qualquer esperança de uma plenitude adicional após a conversão simplesmente está baseada no erro. 

Alguns expressarão uma vaga esperança de que algum dia poderão ser cheios do Espírito, e ainda outros evitarão o assunto, alegando que pouco sabem a respeito, e que este tema só pode causar confusão.

Gostaria de afirmar com ousadia que tenho a fé convicta de que todo cristão pode receber um derramamento abundante do Espírito Santo em uma porção muito além daquela recebida na conversão, e também diria que esta seria muito além daquela desfrutada pela posição e lugar de destaque de alguns cristãos ortodoxos de hoje. 

É importante que entendamos bem esta verdade, pois enquanto existirem dúvidas é impossível ter fé. DEUS não surpreenderá um coração duvidoso com uma efusão do Espírito Santo, nem visitará alguém que tenha dúvidas doutrinárias sobre a possibilidade de ser cheio do Espírito.

Antes de ser pleno do Espírito, o homem deve ter certeza de que deseja que isto aconteça. E esta questão deve ser levada a sério. Muitos cristãos querem ser cheios do Espírito, mas seu desejo é um tipo de sentimento romântico e indistinto que dificilmente merece ser chamado de desejo. Eles quase não têm idéia do quanto lhes custaria se dar conta desta verdade.

Você tem certeza de que deseja ser cheio de um Espírito que, embora seja como JESUS em Sua bondade e amor, pedirá que seja SENHOR de sua vida? 

Você está disposto a deixar que sua personalidade seja controlada por outra, mesmo que esta seja o Espírito do próprio DEUS? 

Se assumir o controle de sua vida, o Espírito esperará uma obediência incondicional em tudo. Ele não tolerará em você os pecados do ego, mesmo que estes sejam permitidos e perdoados pela maioria dos cristãos. Quando digo pecados do ego, refiro-me a amor-próprio, autocomiseração, egoísmo, autoconfiança, farisaísmo, auto-exaltação, auto-defesa. Você descobrirá que o Espírito faz firme oposição às maneiras fáceis do mundo e da massa heterogênea que estão dentro dos limites da religião. Ele terá ciúmes de você, para seu próprio bem. Jamais permitirá que você se comporte com ostentação, vanglória ou exibicionismo. Colocará o controle de sua vida longe de seu alcance. Fará com que os justos o provem, o disciplinem, o castiguem por amos à sua alma. Poderá privá-lo de muitos daqueles prazeres incertos que outros cristãos desfrutam, mas que lhe são uma fonte de mal requintado. 

Por tudo isso, Ele irá envolvê-lo em um amor tão imenso, tão poderoso, tão abrangente, tão maravilhoso que suas perdas parecerão ganhos, e suas pequenas dores, alegrias. Contudo, a carne protestará sob o fardo do Espírito e irá censurá-lo como um jugo muito pesado para ser carregado. E você terá permissão para desfrutar do solene privilégio de sofrer para encher-se daquilo que está por trás das aflições do corpo de Cristo, que é a Igreja. Diante destas condições, você ainda quer ser cheio do Espírito?

Se isso parecer sério, lembremos de que o caminho da cruz nunca é fácil. Não se esqueça, no entanto, de que nestas disciplinas árduas não seremos abandonados por DEUS. Ele nunca nos deixará nem nos desamparará, nem ficará irado conosco nem nos reprovará. Não quebrará Sua aliança, nem mudará as palavras que saíram dos Seus lábios. Ele nos guardará como a menina de Seus olhos e zelará por nós como uma mãe a cuidar de seu filho. Seu amor não falhará ainda que esteja nos conduzindo a esta experiência tão real e tão terrível de crucificação do nosso ego, de modo que só podemos expressá-la por meio de prantos: “DEUS meu, DEUS meu, por que me desamparaste?” (Salmos 22:1 / Mateus 27:46).

Não merecemos a unção que anelamos por meio do sofrimento, nem esta devastação da alma faz com que sejamos pessoas estimadas por DEUS, nem nos dá outro favor a Seus olhos. O valor da experiência de privação está em seu poder de nos desvincular dos interesses passageiros da vida e nos lançar de volta à eternidade. Serve para esvaziar nossos vasos terrenos e preparar-nos para o infundir do Espírito Santo.

O encher-se do Espírito, portanto, exige que abramos mão do nosso ser como um todo, que nos submetamos a uma morte interior, que libertemos nosso coração daquele refúgio adâmico que se acumulou ao longo dos séculos, e abramos todos os compartimentos do nosso ser para o Convidado celestial.

O Espírito Santo é uma Pessoa viva e deve ser tratado com tal. Nunca devemos pensar nEle como uma energia cega, nem como uma força impessoal. Ele ouve, vê, sente, como qualquer outra pessoa. Ele fala, e ouve quando falamos. Podemos agradar-Lhe, entristecê-Lo ou calá-Lo, como fazemos com qualquer outra pessoa. Ele responderá ao nosso tímido esforço por conhecê-Lo e virá ao nosso encontro no meio caminho.

Por mais maravilhosa que seja esta experiência ou crise de ser cheio do Espírito, devemos nos lembrar de que isso é apenas um meio para alcançarmos algo maior, que é o andar no Espírito durante uma vida, sendo habitado, dirigido, ensinado e fortalecido por Sua poderosa Pessoa. E para continuar, portanto, a andar no Espírito é preciso que cumpramos certas condições. Estas nos são apresentadas nas Sagradas Escrituras e estão descritas ali para que todos vejam.

O andar cheio do Espírito requer, por exemplo, que vivamos de acordo com a Palavra de DEUS, como um peixe vive no mar. Com isso, não quero dizer que devemos simplesmente estudar a Bíblia, nem que façamos um “curso” sobre a doutrina bíblica. Quero dizer que devemos “meditar de dia e de noite” na Santa Palavra, que devemos amá-la, nos deleitar com ela e digerí-la o tempo todo. Quando as atividades da vida exigem nossa atenção, podemos todavia, com um tipo de reflexão abençoada, manter sempre a Palavra da Verdade na nossa mente.

Portanto, se agradamos o Espírito que habita em nós, todos devemos ter um bom relacionamento com Cristo. A obra presente do Espírito é honrar a Cristo, e tudo que Ele faz tem esta tarefa como Seu principal propósito. Devemos fazer com que nossos pensamentos sejam um santuário limpo para Sua santa habitação. Ele habita em nossos pensamentos, e pensamentos desonrosos Lhe são tão repulsivos quanto uma veste suja para um rei. Sobretudo, devemos ter a disposição de fé que continuará firme por mais radical que possa ser a instabilidade de nossos estados emocionais.

Por fim, a vida em que o Espírito habita não é uma edição de luxo do cristianismo que deve ser desfrutada por determinados cristãos extraordinários e privilegiados que, por acaso, são melhores e mais sensíveis do que o restante. 

Ao contrário, a vida cheia do Espírito é o estado normal para todo homem e mulher remido, em todo o mundo. É “o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações agora, todavia, se manifestou aos Seus santos aos quais DEUS quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Colossenses 1:26-27).

(Trechos do texto: “Todo Cristão Pode Receber um Derramamento Abundante do Espírito Santo”, que faz parte do livreto “Cinco Votos para Obter Poder Espiritual” – A.W.TOZER. Série: “Verdades que Transformam” – Editora dos Clássicos, 2004.)

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3 Comentários

  1. Eu ja li isso; Eh tremendooooooo…
    Deus eh massa demais.
    DEUS NOS ABENÇOE.
    ABENÇOE A NOSSA JUVENTUDE
    A JUBALIT.
    =]
    arroxo

  2. Tremendo mesmo Davi..
    sejamos cheios do espírito de Deus!
    que o Senhor abençoe toda essa geração..
    da qual nós fazemos parte! ;)

    xero

  3. Tremendo…
    eu ainda nao tinha lido, mas Deus é “Peso” mesmo!
    “E vc…ainda quer ser cheio do Espirito?”
    ^^Eu quero^^

    Deus Pai nos abençoe sempre!!

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