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Rebeca Romero no Aprendiz 6: A universitária que se demitiu

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“O galardão do céu, como o da terra, quem conquista somos nós”, afirma a universitária que surpreendeu Justus ao pedir demissão no reality show da Record

Em seu vídeo de inscrição para o Aprendiz 6, Rebeca Romero descreveu-se como uma pessoa equilibrada e demonstrou ousadia ao afirmar que seria ganhadora do prêmio final de 1 milhão de reais. O reality show, veiculado pela Rede Record, trouxe em sua 6ª edição, de 10 de abril a 28 de maio, um grupo de universitários de Comunicação que concorreu, além da premiação em dinheiro, a uma vaga de trainee por um ano com salário mensal de R$10 mil, em uma das empresas de Roberto Justus, apresentador do programa. No entanto, no 10º episódio, Rebeca tomou uma atitude que surpreendeu Justus; os companheiros do reality show; e muitos telespectadores no Brasil. “Eu gostaria de pedir para ir embora do programa”, falou Rebeca. Justus definiu sua atitude como desistência e covardia, e acusou-a de destruir mais de 100 mil sonhos, fazendo referência aos inscritos para o programa. Rebeca, no entanto, sente-se corajosa. “Eu não desisti, eu decidi [...] Eu estou saindo para permanecer nos meus princípios e valores, porque eu acho que isso é muito mais importante do que 1 milhão de reais”, afirmou na noite em que saiu do reality.

Mas, tanto a certeza de vitória quanto o equilíbrio, Rebeca atribui ao fato de ter como maior exemplo de vida Jesus Cristo e procurar estar sempre no centro da vontade de Deus. Filha do pastor Moisés Romero, líder do Ministério Shalom, em Anápolis (GO), a concorrente aprendeu desde cedo além de ensinamentos bíblicos, a falar em público. Cantando na igreja, pregando para crianças e participando dos movimentos cristãos da cidade, ela conta que adquiriu ousadia, otimismo e liderança, o que a auxilia hoje no mercado de trabalho.

Com 22 anos hoje, cursando o 6º semestre de Jornalismo na Universidade Católica de Goiás, a universitária já apresentou programas de TV e teve artigos publicados em jornais. Atualmente está gravando um CD e definindo os próximos objetivos da carreira. “O galardão do céu, como o da terra, quem conquista somos nós”, expõe Rebeca.

Em entrevista ao Guia-me, ela falou sobre sua participação no Aprendiz 6 e a edição no programa; os desafios do jovem cristão no mercado de trabalho; como lidar com um mercado competitivo sem quebrar princípios cristãos; e mostrou como a vida com Deus a auxiliou profissionalmente.

Guia-me: Antes de chegar ao Aprendiz 6, sua carreira profissional já havia começado. No que você já atuou profissionalmente?

Rebeca Romero: Comecei, junto com um outro apresentador, fazendo um programa chamado “Cliptonita”. Era um público jovem e falava basicamente sobre música, com entrevistas e informações aprofundadas sobre os grandes nomes da música. Depois de um ano saí e comecei a fazer propagandas, com isso, abriu-se outras oportunidades e fui chamada para apresentar um programa sozinha, que chamava-se “Almanaque”, esse falava sobre cinema e eventos culturais do Estado de Goiás. No mesmo ano trabalhei também em uma agência de Turismo chamada “Via Brasil Turismo”, pois sempre amei viajar e foi um tempo de muito aprendizado.

Guia-me: Quais são os teus trabalhos hoje?

Rebeca Romero: Hoje estou somente analisando algumas propostas para no próximo semestre voltar com tudo.

Guia-me: Você descreveu-se como uma pessoa equilibrada no Aprendiz 6. A que esse equilíbrio pode ser atribuído?

Rebeca Romero: Acho que ninguém melhor para ser exemplo de equilíbrio que nosso Senhor Jesus. Ele é completo e creio que quando buscamos ser como ele, tudo se torna mais fácil. Esse equilíbrio é atribuído a uma criação cristã que tive desde que nasci e, graças a Deus, a uma família estabilizada e cheia de amor.

Guia-me: Sua saída do programa, por iniciativa própria, decepcionou Roberto Justus. Você afirmou ter tomado essa decisão para permanecer em seus princípios e valores, que valem mais do que 1 milhão de reais. Quais são estes princípios? Eles não estavam sendo respeitados no programa?

Rebeca Romero: Os princípios básicos que DEUS nos ensina na Bíblia. Não ter inveja, falsidade, mentira. Saber que o que é santo é, e o que não é, saia de perto. O programa em si tem toda credibilidade, o problema ali é que, apesar de não parecer, é um jogo, e a vaidade é uma das maiores dificuldades do ser humano, muitos fazem de tudo que lhe for capaz para conseguir o que querem. Pretendo não trilhar esse caminho, Deus tem o melhor para os Seus. Ec-2;26

Guia-me: Se você permanecesse, poderia perdê-los?

Rebeca Romero: O que poderia acontecer eu não sei, “aquele que esta de pé cuide-se para que não caia”, sei que, o que fiz foi o melhor, pois hoje me sinto feliz e de consciência limpa. Sei que cumpri minha missão e que tenho muito a fazer aqui fora.

Guia-me: Quando tomou a decisão de abandonar o programa, Justus afirmou que você estava “destruindo mais de 100 mil sonhos” e até mesmo o de Lucas Broch, candidato que em outro episódio estava na sala de reunião, mas foi demitido. O que você pensa sobre esta afirmação?

Rebeca Romero: Bom, no outro dia que Lucas foi demitido ele foi ao programa “hoje em dia” e o Roberto Justus disse que não se arrependia das decisões que ele tomava. Depois de alguns dias, quando eu saí, ele me disse isso. Eu não compreendi. Acho que se passei pelos testes eliminando mais de 100 mil candidatos é porque eu tinha algo para oferecer ali no programa, creio que isso é mérito meu e ninguém pode me tirar isso. Não é o fato de eu decidir ir embora que tirará meu esforço de chegar onde cheguei, até mesmo porque tenho muito o que caminhar e o resultado dessa caminhada não faço para agradar ninguém, mas sim para me sentir bem, fazer o bem, e estar no centro da vontade de Deus.

Guia-me: O apresentador falou em desistência e covardia ao ouvir sua decisão. Você considera que foi corajosa naquele momento? Por quê?

Rebeca Romero: Com certeza. Muitos não o fizeram por medo do que poderiam encontrar aqui fora. Eu poderia ter forjado uma demissão, mas não o fiz. Fui sincera com o programa, comigo mesma e encarei tudo que pudesse me acontecer dali para frente. Acho que coragem é isso, você ter certas atitudes na sua vida e independente se estão certas ou não, você encarar de cabeça erguida e usar os momentos de dificuldade para gerar novas oportunidades.

Guia-me: Você disse a ele: “Se eu ficasse, eu ganharia”. O que te faz sentir esta certeza?

Rebeca Romero: Eu já conhecia meus concorrentes. Sabia que muito além da inteligência, eu pedia a Deus sabedoria. Isso é o que te faz não somente chegar lá no topo, mas permanecer. Uma das armas mais fortes dentro do programa é você saber lidar com algumas situações que surgirão na sala de reunião. Não importa se você não sai muito bem nas provas, a sala de reunião é decisiva. E eu sempre fui boa nas argumentações das salas e creio que por isso eles sempre temiam ir comigo.

Guia-me: Você considera que há alguma forma de manipulação no programa?

Rebeca Romero: Não só alguma, mas todas (risos). Existe algo chamado “edição” e isso faz a caveira ou o céu de qualquer pessoa. É como um photoshop para as fotos. Eu estudo comunicação, faço jornalismo, e sei muito bem o que é preciso fazer para se ter audiência. Muito daquilo é real, claro que eles não vão colocar o que não fizemos, mas aquilo não é a total realidade, eles precisam editar para conectar o início ao o fim da tarefa. Se esse fim é doloroso para um, esse ‘um’ será conseqüentemente mais visado no programa do dia.

Guia-me: No programa, Justus tem a oportunidade de assistir às conversas no hotel, fora das provas e salas de reunião. No mercado profissional, isso não aconteceria. Você acha que isso ultrapassa o conceito de “reality show”?

Rebeca Romero: Na minha opinião sim, porque se fosse o reality mesmo, todos os telespectadores poderiam ver todas e quaisquer conversas que tínhamos na sala de convivência. Mostrar de verdade a realidade pessoal de cada um. Mas infelizmente, o programa é exibido em um curto tempo e somente por duas vezes na semana. Seria dificil colocar tudo o que conversamos dentro do programa. Mas tenho certeza que se o povo visse alguns bastidores entenderia melhor o que eu disse quando quiz sair. Ehehe!!

Guia-me: No Aprendiz 6, em nenhum momento, você confessou-se evangélica. Justus e os aprendizes notaram alguma diferença em seu comportamento cristão?

Rebeca Romero: Creio que sim, pois em quase todos momentos livres eu lia a bíblia, falava sobre minha vida, minha rotina, minhas idéias e ideais. E quando voce tem Deus, tudo é diferente. Principalmente quando você deixa de falar de Deus e vive Deus.

Guia-me: Quais são teus próximos objetivos profissionais e sonhos pessoais?

Rebeca Romero: Tenho vários sonhos, difícil encontrar tempo para realizar todos. Mas existem os projetos a curto, médio e longo prazo.

A curto quero terminar meu CD, que se chamará “Sorte de Sião”; continuar a escrever meu livro, que se chamará ” Os desafios de um jovem”, um livro de auto-ajuda direcionado ao jovem, sendo ele cristão ou não. E claro, decidir qual emprego é melhor para mim nesse momento. Estou em um tempo de muita decisão e muito plantio, creio que os sonhos a médio e longo prazo dependerão muito do que acontecer agora.

Um dos projetos futuros é com a ajuda da igreja (Ministério Shalom) e política. Quero abrir uma creche para crianças filhas de mães solteiras, que precisam trabalhar, mas não têm onde deixar o filho, e também crianças de rua. Meu objetivo com isso é ensinar o Evangelho, usar na prática a palavra de Deus. “Ensina a criança no caminho que ela deve andar e mais tarde não se desviará dele”. Creio também que a arte – música, teatro, dança – podem ajudar bastante uma criança a se conhecer e, dentro disso, quero fazer um grande projeto.

Guia-me: Em sua opinião, as igrejas passam ao jovem a importância de se estar preparado para o mercado de trabalho?

Rebeca Romero: Não. Mas de alguma maneira ensinam coisas básicas que podem ser utilizadas no mercado. Uma delas é vencer a timidez. Uma das melhores coisas que uma pessoa precisa conquistar para crescer em qualquer área da vida é ser ousado. Mas ainda sim, creio que a igreja poderia se aprofundar mais e ajudar mediante ao que Deus ensina na Bíblia, como um homem e mulher de Deus precisam apresentar-se no mercado. Precisamos ser mais bem preparados que os que estão no mundo. Buscar sim a leitura e o conhecimento, mas mostrar que não só com isso se vence. Com a graça de Deus e a sabedoria conseguimos lugares maiores, lugares de honra.

Guia-me: Por saberem que o galardão daquele que crê em Jesus não está nesse mundo , muitos jovens cristãos acomodam-se. O que você pensa dessa atitude?

Rebeca Romero: Terrível. “Comodismo”, está aí uma palavra que não concordo em nada, é uma palavra feia e nunca pode ser vivenciada por um jovem cristão. Nunca, nunca podemos nos acomodar. Buscar, inovar, acrescentar, essas são palavras que precisam estar no vocabulário do jovem cristão. O galardão do céu, como o da terra, quem conquista somos nós. Nossas atitudes, nossa vontade de mudar e fazer a história. Temos muito mais chances de sermos vencedores do que qualquer um outro. Estar com Cristo é um privilégio. Temos que crer mais e saber que Deus só precisa de uma expressãozinha mágica “Eis-me aqui Senhor, envia- me a mim”.

Guia-me: Em sua opinião, é possível crescer profissionalmente sem se deixar corromper pelas ofertas de um mercado tão competitivo e agressivo?

Rebeca Romero: Com certeza. Não digo que será fácil, não mesmo. Mas existem alguns versículos da Bíblia que precisamos decorar. “Buscai em primeiro lugar o reino de DEUS e TODAS as outras coisas te serão acrescentadas”. Esse é um dos melhores e que, se colocarmos em prática, será vivo e eficaz, como tem sido na minha vida.

Guia-me: Você acha que o jovem evangélico sabe, de modo geral, que pode contar com o Deus do impossível para realizar seus sonhos?

Rebeca Romero: É engraçado porque tudo que pensamos, “de modo geral”, pensamos no “normal”. Esse precisa ser nosso diferencial, não ser normal, falar que crê, todos falam, falar que têm fé é facil, ir à igreja tampouco, manter-se santo com amigos somente da igreja, sempre será mais fácil. O importante é o jovem cristão não somente acreditar, mas crer. Não somente ter fé, mas fazer ser certo as coisas incertas, fazer o impossivel ser possivel, viver, palpar, vislumbrar, conhecer de fato Deus. Não somente falar Dele. Hoje em dia muitos jovens não conhecem verdadeiramente esse DEUS do impossível. Se o fizessem, não estariam estagnados, preguiçosos, desanimados. A fé da força, traz esperança e renova os dias maus.

Guia-me: Você nasceu em um lar cristão e é filha de pastor. O que a vida cristã trouxe a você que te permitiu ter uma vida profissional de destaque aos 22 anos?

Rebeca Romero: Tudo. A vida com Deus faz toda a diferença. Só quem vive sabe. Eu sou apaixonada por Jesus e pelo seu evangelho. Creio que se a única vontade de alguém é estar no centro da vontade de Deus, sendo ela boa ou ruim, você estará protegido e guardado e tudo vai ser lindo. Não somente falar que é cristão, mas buscar, ler a bíblia, não escutar somente o que o pastor fala e pronto, mas se aprofundar, na prática, no que já é seu por herança. Comecei a cantar na igreja muito nova, pregar para as crianças da igreja e participar dos movimentos cristãos da cidade, isso me fez ser mais ousada, impetuosa, otimista, carismática, líder. Ahhh, e como isso ajuda no mercado! Isso são atitudes que a vida na igreja traz, e claro, os ensinamentos cristãos.

Guia-me: O que a repercussão do Aprendiz 6 tem te proporcionado? Qual é a maior vitória em tudo isso?

Rebeca Romero: Muitas coisas. A visibilidade nacional é a melhor delas na área profissional. Oportunidades de emprego no Brasil inteiro, pessoas te reconhecendo, parabenizando, admirando. A maior vitória é saber que Deus me colocou lá dentro para que outras coisas viessem a acontecer na minha vida. O melhor Dele não era o 1 milhão de reais, mas sim, coisas fora do natural. Muitos jovens estão me escrevendo, jovens desviados e que precisavam ver uma atitude diferente para ter como referencial para suas vidas. Isso é a maior vitória para mim.

Por Adriana Amorim (www.guiame.com.br)

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