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Tráfico financia jovens e prepara ‘exército intelectual’

O tráfico de drogas está preparando seu “Exército de Inteligência”. Traficantes “adotam” jovens de QI elevado para formá-los nos melhores centros e infiltrá-los no poder através de concursos públicos. Amparado por uma hierarquia própria e por uma rede que tem a conivência de autoridades, o narcotráfico está conseguindo infiltrar seus “soldados” nos principais poderes da sociedade.
Só que a partir de agora, munidos de armas não letais, como influência e poder. O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado na Paraíba (Gaeco), promotor Francisco Sagres, revelou que a situação é muito grave e abriu a caixa-preta desse negócio, que movimenta fortunas em todo o País.
“Os traficantes estão querendo introduzir pessoas dentro da classe A da sociedade, colocando jovens em colégios bons e financiando. Procuram aqueles meninos de QI alto e financiam. Colocam o pai e a mãe num ambiente social adequado, depois paga faculdade cara para que eles façam concurso para o Ministério Público, para juiz, para o Ministério Público Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional, para se infiltrar dentro dos poderes e facilitar as coisas para eles”, denunciou o promotor de Justiça Francisco Sagres.
O promotor de Justiça Francisco Sagres revelou que até facções criminosas internacionais estão “lavando” o dinheiro do tráfico na Paraíba.
“A lavagem de dinheiro aqui na Paraíba existe fortemente, tanto de dinheiro oriundo de grupos internacionais, que trazem para cá como de facções daqui do Brasil. Uma pessoa comprou recentemente um imóvel aqui na Paraíba para vender a outra. E quando disse que tinha que saber a origem do dinheiro para comunicar à Receita Federal, a pessoa desmanchou o negócio de R$ 3 milhões”, revelou.
O narcotráfico envolve uma grande rede, que tem o envolvimento da classe média alta, autoridades, empresários, comerciantes, políticos, policiais, advogados.
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), Alexandre Guedes, a quantidade de carros novos circulando na capital paraibana, novas concessionárias de veículos, edifícios em construção e apartamentos de luxo de até R$ 2 milhões, não justificam a renda do paraibano.
Para Alexandre Guedes, que também é presidente do Conselho Regional Nordeste do Movimento Nacional de Direitos Humanos, a situação é muito grave porque envolve autoridades.
“Há uma grande rede por trás desse negócio, com envolvimento de autoridades, policiais, empresários, comerciantes e políticos. A corrupção policial é grande. A Paraíba passou a ser o paraíso da lavagem de dinheiro do narcotráfico”, acrescentou.
Esta é a 2ª reportagem da Série “Negócios do Tráfico”, que está sendo publicada aos domingos.

Leia mais na edição deste domingo (2) do CORREIO.

Por Henriqueta Santiago, do CORREIO

Fonte: Correio da Paraíba

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