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PM espanca pastor e filho em Campina Grande

balas

Pastor e filho foram surpreendidos por ação desastrosa da PM, que atirou inúmeras vezes e os espancou sem defesa.

A madrugada de ontem jamais será esquecida pelo pastor evangélico Arlindo Dias, 58 anos, e seu filho, o comerciante Alex dos Santos Dias, 20, ambos moradores da Rua Sergipe, no bairro da Liberdade, zona sul de Campina Grande. Por volta de 1h da manhã, eles chegavam em casa retornando de uma festa da igreja evangélica, quando foram surpreendidos por duas viaturas pertencentes ao 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que aparentemente, estavam fazendo rondas a procura de um grupo de assaltantes que havia invadido uma fábrica de calçados no Distrito Industrial da cidade.

Segundo as vítimas, que estavam em um veículo modelo Fiat Pálio de cor branca e placas MOV-1701/PB, eles foram surpreendidos pelos policiais que já chegaram no local atirando. “Eles dobraram a rua já disparando, no momento que nós estávamos ainda dentro do carro. Como as sirenes e as luzes das viaturas estavam desligadas, nós não percebemos que seriam carros da polícia e só pensamos em fugir. Nós entramos dentro do carro e eles continuaram nos perseguindo e atirando. Até que chegamos no 2º BPM, no bairro de São José para pedir ajuda, mas quando entramos e paramos o carro, foi pior. Fomos agredidos fisicamente e moralmente. Os policiais nos jogaram no xadrez da viatura e nos levaram para Central de Polícia, somente lá, é que tive a chance de ser ouvido e pude explicar o que estava acontecendo, por que durante todo o tempo, os PMs só se preocupavam em nos agredir. Foi o pior momento da minha vida”, revelou, revoltado, Alex dos Santos.

Ainda muito nervoso, o pastor Arlindo Dias comentou que ele e o filho estavam chegando em casa de uma festa da igreja. “Nós estávamos chegando um pouco tarde por que tivemos de deixar os músicos do grupo de louvor em suas casas. Eu estou revoltado por que mesmo depois que paramos o carro, os policiais ainda nos espancaram e nos humilharam chamando palavrões. Meu filho não parou o carro por que estávamos com muito medo e eram muitos tiros”, disse.

O Fiat Palio pertencente a Alexdos Santos ficou estacionado na frente da sede do 2º BPM até o final da manhã de ontem, para que os técnicos do Instituto de Polícia Cientítica (IPC) pudessem realizar a perícia. Somente na mala do carro, existiam mais de 15 marcas de disparos, provocados por revólver calibre 38 e pistolas 380 e 765. Os pneus, o parachoques e o parabrisas traseiro também foram danificados pelos disparos.

O coronel Marcus Marconi confirmou que já determinou a abertura de um procedimento administrativo para investigar o caso. “Nós ficamos sabendo do acontecido minutos depois e imediatamente determinamos a abertura do procedimento. Os sete PMs que pertecem aos grupos Rádio Patrulha e o Choque já foram todos identificados, as viaturas, todo o armamento e as munições foram recolhidos e começaremos a investigar. Todo esse processo deverá ser concluído em no máximo 15 dias”, revelou.

Ainda de acordo com o comandante do 2º BPM, apesar da gravidade da ação, os policiais envolvidos na ocorrência não serão afastados das funções. “Nós estamos apurando por que existem duas versões sobre o caso. As vítimas dizem que houve abuso de autoridade e os PMs contam que só atiraram por que eles não atenderam a ordem para parar o carro, mas tudo isso será esclarecido. A princípio, como não houve maior gravidade, os policiais não serão afastados, no entanto, poderão ser punidos de forma disciplinar ou até terão que responder um processo criminal”, completou Marcus Marconi.

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Fonte: Jornal O Norte / Por Márcio Rangel

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